IV edição dos Prémios Europeus de Hospitais Privados reconhece excelência
A IV edição dos Prémios Europeus de Hospitais Privados, que se realizou, a 29 de outubro, no auditório da Fundación CaixaForum de Madrid, reuniu representantes dos principais grupos hospitalares europeus para distinguir nove projetos de cuidados de saúde em domínios tão diversos como tecnologia, sustentabilidade, gestão e desenvolvimento profissional. Hospitais espanhóis, ucranianos e polacos receberam as distinções de 2025:
HILA La Vega, na categoria de Inovação em Tecnologia de Saúde; LYX Viamed Urologia, em Desenvolvimento Profissional; Fundação Hospitalaria Madrid, em Cuidados Preventivos; Hospital Universitário de Torrejón, na categoria de Melhor Integração de IA na Saúde; e Viamed Salud, em Práticas Sustentáveis e Ecológicas em Hospitais.
OKULUS PLUS Centrum Okulistyki i Optometrii, da Polónia, na categoria Empoderamento e Experiência do Paciente; Center Aneli – Diagnostic and Treatment, da Ucrânia, em Colaborações e Parcerias Público-Privadas; e OK NOVYI ZIR, LLC and “Eximer-Kyiv”, LLC, também da Ucrânia, em gestão de crise e resiliência em Saúde, foram também protagonistas.
O evento, que reuniu mais de três centenas de diretores e profissionais de saúde de toda a Europa, serviu também para refletir sobre os novos desafios do setor: a digitalização, a sustentabilidade e a cooperação público-privada. Num contexto de crescente procura assistencial e transformação tecnológica, estes prémios consolidaram-se como uma plataforma de referência para partilhar experiências, promover a qualidade e projetar a saúde privada europeia para o futuro.
Nesta edição também estiveram em destaque dois hospitais portugueses: o Hospital de Santa Maria – Porto, na categoria de Sustentabilidade, e a Joaquim Chaves Saúde, na categoria de melhor integração de inteligência artificial na Saúde, foram nomeados como finalistas das respetivas categorias.
“Estes prémios não só celebram a excelência, mas também a capacidade de adaptação e o compromisso dos nossos hospitais com o bem-estar dos doentes e a inovação responsável”, afirmou Carlos Rus, presidente da ASPE, durante a gala.
Na gala desta iniciativa promovida pela União Europeia de Hospitalização Privada (UEHP), dinamizada pela Aliança de Saúde Privada Espanhola (ASPE) e com o apoio da EY, também esteve presente o seu presidente, Oscar Gaspar. No discurso de boas-vindas, o também presidente da APHP afirmou que “hoje, Madrid é a capital europeia da saúde privada”.
Um dos momentos mais marcantes desta Gala, que contou com a Consejera de Sanidade da comunidad de Madrid, foi a intervenção de uma representante de hospitais da Ucrânia, que agradeceu o apoio de todos os europeus, demonstrou as dificuldades de atuar num país em guerra e deu um exemplo inspirador sobre a capacidade de prestar cuidados mesmo nos ambientes mais adversos.
Nesta edição, foram apresentadas 88 candidaturas oriundas de dez países europeus — Alemanha, Áustria, Bulgária, Espanha, França, Itália, Polónia, Portugal, Roménia e Ucrânia — que foram avaliadas por um júri internacional independente. A qualidade e a diversidade das propostas sublinharam o dinamismo do setor privado europeu e o seu papel essencial na modernização dos sistemas de saúde.
Sobre a ASPE
A Aliança da Saúde Privada Espanhola (ASPE) agrupa mais de 850 organizações e 1.500 centros de saúde — entre hospitais, clínicas, centros especializados e laboratórios —, representando mais de 80% do setor da saúde privada em Espanha. A ASPE trabalha na defesa dos interesses da saúde privada, no fortalecimento da colaboração público-privada e na promoção da inovação, da qualidade e da sustentabilidade no sistema de saúde.
Sobre a UEHP
Fundada em 1991, a UEHP é a federação que representa os hospitais e clínicas privadas na Europa. Atualmente, agrupa 17 membros nacionais, que representam mais de 6.000 clínicas e hospitais. Na Europa, os hospitais privados representam cerca de 23% do setor hospitalar e constituem um segmento em rápido crescimento e de crescente relevância na saúde europeia. De acordo com dados da OCDE (2023), os hospitais não públicos representam 42% do total de camas hospitalares na UE-27. Os hospitais e clínicas privadas são responsáveis por uma parte significativa da atividade hospitalar — incluindo urgências, consultas, cirurgias e internamento — garantindo cuidados essenciais a milhões de cidadãos europeus todos os dias.





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