A telemedicina e a IA favorecem acesso à Saúde
A transformação digital e a telemedicina assumiram, a 18 de junho, no auditório do BPI em Lisboa, um papel central na V Cimeira Ibérica de Hospitais Privados, quer com a dissertação de Cláudia Carvalho, diretora de Organização, Processos e Informação da CUF, quer na sequência das intervenções do painel 1, sobre telemedicina no mundo atual.
Para a representante do grupo CUF Saúde, “o fim da distância” está a redefinir a prestação de cuidados de saúde. A responsável destacou que o hospital deixou de ser um espaço físico para se tornar uma rede integrada de cuidados, sustentada pela telemedicina, interoperabilidade de dados e inteligência artificial. Apresentando vários projetos desenvolvidos pela CUF, como ferramentas de triagem digital, assistentes virtuais, soluções de apoio ao diagnóstico e cirurgia robótica, Cláudia Carvalho sublinhou que o verdadeiro desafio não é apenas digitalizar processos, mas transformar os modelos assistenciais para garantir maior acesso, continuidade de cuidados, eficiência e criação de valor para doentes e profissionais.
No painel que se seguiu, os especialistas defenderam que a cirurgia robótica à distância já é uma realidade tecnicamente segura e com potencial para ampliar o acesso a cuidados altamente diferenciados, reduzir custos e reforçar a formação de cirurgiões. Kris Maes, diretor do Serviço de Urologia do Hospital da Luz Lisboa, destacou a experiência portuguesa em telecirurgia entre Portugal e a China e sublinhou que os principais desafios residem agora na criação de um enquadramento legal e na melhoria das infraestruturas de telecomunicações. Já Pablo Juárez del Dago, dos Hospitais Universitários San Roque, apresentou os resultados de um programa de telecirurgia entre as Canárias e Barcelona, defendendo que esta tecnologia permitirá aos doentes acederem aos melhores especialistas independentemente da localização geográfica.

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