Perto de 4 milhões de portugueses têm seguro de saúde
APHP colabora em estudo sobre impacto das segundas coberturas de Saúde no SNS e sublinha papel dos privados na prestação de cuidados médicos em Portugal
Em apenas quatro anos, o número de pessoas com seguro de Saúde, em Portugal, cresceu 30%, abrangendo já perto de 4 milhões de portugueses (3.92 milhões). Entre 2019 e 2023, as apólices de seguro de saúde, em Portugal, aumentaram 25%, de acordo com o estudo “As Segundas Coberturas de Saúde em Portugal e o seu Impacto no Sistema Nacional de Saúde”, realizado pela EY-Parthenon para a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) e a Associação Portuguesa de Seguradores (APS).
De acordo com aquele estudo, o crescimento deste tipo de seguros foi impulsionado por fatores como “as dificuldades de acesso a serviços do SNS”, o “menor tempo de espera na marcação de atos médicos”, assim como pela “possibilidade de acompanhamento por especialistas”. Os responsáveis do estudo concluem ainda que, em 2023, as designadas “segundas coberturas em saúde” – decorrentes de seguros, planos de saúde e outros mecanismos semelhantes – contribuíram para uma poupança anual estimada de 1.945 milhões de euros para o Estado e para o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Este valor é resultante do cálculo da transferência de atividade clínica para o setor privado, que, só nesse ano, realizou mais de 9 milhões de procedimentos através das segundas coberturas, aliviando a pressão sobre o sistema público de saúde português.
Dos perto de 2 mil milhões de euros de contribuição do setor privado da Saúde, em 2023, o valor estimado no estudo pelos atos médicos realizados com recurso a seguros reparte-se entre cirurgias (846 milhões), consultas ( 688 milhões), meios complementares de diagnóstico (234 milhões), atendimento em urgência (143 milhões) e partos (13 milhões).
Óscar Gaspar, Presidente da APHP, considera que o contributo da hospitalização privada “deve ser reconhecido no desenho das políticas de saúde em Portugal) e relembra que “a hospitalização privada tem vindo a expandir a sua rede, a reforçar equipas clínicas e a investir em tecnologia e capacidade instalada. Em 2024, atingiu 131 unidades e responde a milhões de atos médicos por ano, incluindo cuidados diferenciados e de elevada complexidade, o que contribui para reduzir tempos de espera e aliviar a pressão sobre o SNS”.
Hermano Rodrigues, responsável da EY-Parthenon sublinha que “as conclusões do estudo apontam para a necessidade de aprofundar a complementaridade entre o público e o privado, o que implica melhorar a integração dos sistemas, simplificar a experiência dos segurados e criar um enquadramento fiscal e regulatório mais equilibrado, garantindo maior equidade no acesso, nomeadamente para populações mais vulneráveis”.

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