Brasil formará 1 milhão de profissionais de saúde até 2030

Brasil formará 1 milhão de profissionais de saúde até 2030

A participação do vice-presidente da Federação Brasileira de Hospitais, Graccho Alvim, na V Cimeira Ibérica de Hospitais Privados centrou-se nos desafios da sustentabilidade do setor privado de saúde no Brasil perante o envelhecimento da população, a incorporação acelerada de terapias inovadoras e o aumento dos custos assistenciais.

O responsável defendeu um reforço da avaliação de tecnologias em saúde, da remuneração baseada em valor (Value Based Healthcare) e de modelos de risco partilhado entre hospitais, seguradoras e indústria farmacêutica. Destacou ainda a importância da telemedicina, da inteligência artificial e da interoperabilidade dos dados para melhorar o acesso aos cuidados, reduzir desigualdades num país de dimensão continental e garantir a sustentabilidade financeira do sistema de saúde.

O representante do país convidado da V Cimeira Ibérica de Hospitais Privados aproveitou ainda para estabelecer uma comparação com Portugal, sublinhando que, apesar dos desafios comuns relacionados com o envelhecimento da população e a inovação terapêutica, o Brasil enfrenta uma realidade muito distinta devido à sua dimensão continental. Destacou que, ao contrário do que acontece em Portugal, o Brasil não prevê uma escassez de médicos nos próximos anos, estimando a formação de cerca de um milhão de profissionais de saúde até 2030, embora persista uma distribuição desigual dos especialistas. Alvim referiu também que a experiência portuguesa em áreas como a telemedicina e a transformação digital constitui uma referência importante, defendendo que estas soluções são essenciais para reduzir desigualdades no acesso aos cuidados de saúde em regiões remotas do Brasil e para reforçar a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

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