Líderes do setor privado defendem política industrial de saúde como motor de crescimento económico

Líderes do setor privado defendem política industrial de saúde como motor de crescimento económico

Num artigo de opinião publicado no Observador, a 9 de julho, sete representantes de associações do setor da saúde em Portugal, incluindo a APHP, defendem que a criação de uma política industrial de saúde é uma oportunidade estratégica para o crescimento económico e para a inovação no país. A proposta surge no seguimento do Relatório Draghi, que destaca o setor da saúde como prioritário para a competitividade europeia.

Os autores sublinham que o setor privado português é já altamente relevante — com mais de 33 mil empresas, 150 mil profissionais qualificados, 7,2 mil milhões de euros de valor acrescentado e mais de 3 mil milhões de euros em exportações — mas pode contribuir ainda mais, desde que sejam eliminados os entraves burocráticos e reforçado o papel estratégico do Estado.

Entre as medidas defendidas estão o reforço da digitalização, a implementação do Espaço Europeu de Dados de Saúde (EHDS), a aposta na inteligência artificial e no incentivo à investigação clínica e à produção de medicamentos inovadores em território nacional. Também se apela a uma atuação coordenada entre os Ministérios da Saúde, Economia, Inovação e Coesão, para criar condições que favoreçam a competitividade, a internacionalização e o acesso dos portugueses a cuidados de saúde de qualidade.

O artigo foi escrito em co-autoria por João Almeida Lopes (presidente APIFARMA — Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica), Oscar Gaspar (presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada), Ema Paulino (presidente da ANF – Associação Nacional das Farmácias), Nuno Flora (presidente da ADIFA — Associação de Distribuidores Farmacêuticos), Antonieta Lucas (presidente Apormed —- Associação portuguesa das empresas de dispositivos médicos), João Paulo Nascimento (presidente da Equalmel — Associação Portuguesa de Medicamentos pela Equidade em Saúde) e  António Barros Neves (secretário-geral da federação nacional dos prestadores de cuidados de saúde).

Os signatários destacam ainda que, com simplificação administrativa, processos de contratação pública mais eficientes e uma visão de longo prazo, o setor da saúde pode tornar-se um verdadeiro polo de desenvolvimento económico e tecnológico para Portugal.

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