Comissão Europeia considera que a Saúde em Portugal ainda é desafiante
Este mês, a Comissão Europeia publicou um conjunto de relatórios sobre o Semestre Europeu. Estes relatórios incluem recomendações específicas para cada Estado-Membro sobre o investimento em competências, em empregos de qualidade e em justiça social de forma a impulsionar a resiliência e a posição global da União Europeia.
No capítulo relativo à saúde, o relatório afirma que o sistema de saúde português tem apresentado bons resultados em indicadores como a esperança média de vida e baixas taxas de mortalidade. No entanto, os desafios continuam a ser sérios e estruturais:
- Acesso desigual aos cuidados de saúde — As disparidades geográficas e de rendimento continuam a afetar fortemente os mais vulneráveis, com dificuldades agravadas nas zonas rurais e entre pessoas em situação de pobreza.
- Escassez de profissionais de saúde — Com o atual nível de cobertura e produtividade, estima-se que seriam necessárias mais de 29.000 contratações para colmatar as lacunas regionais na densidade dos recursos humanos no SNS. Atualmente, mais de 1,6 milhões de pessoas não têm médico de família.
- Baixo investimento público — Portugal continua com uma das mais baixas percentagens de despesa pública em saúde na UE, o que leva a elevados custos diretos para os cidadãos (quase 30% dos gastos são pagos diretamente do bolso dos utentes). Em Portugal, a despesa em saúde per capita, assim como a percentagem da despesa coberta por fundos públicos, é baixa face à média da UE.
- O potencial do sistema de saúde português para impulsionar a inovação e fomentar o desenvolvimento industrial no setor médico da UE não está a ser totalmente explorado.


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