Feedback
Newsletter da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada
100
05/2026
Hospitais Privados
• AGENDA •
• EDITORIAL
• ASSOCIADOS
• BREVES
• FRASES DO MÊS
• É LEGAL
SISTEMA DE SAÚDE
«Na sequência do apagão de 2025, foi publicado um estudo médico, a nível ibérico, que revelou lacunas graves na resposta aos doentes dependentes de terapias respiratórias diferenciadas em ambulatório, sublinhando a necessidade de assegurar registos atualizados e de reforçar protocolos de atuação e coordenação entre setores. Se não soubermos dar condições de tranquilidade e segurança a estes doentes no ambulatório, estaremos a comprometer a resposta futura de todos nós».
Filipe Froes
Diário de Notícias | 5 de maio de 2026
«A gestão, seja ela no público ou no privado, não deve ser condicionada pelo financiamento. O foco é o resultado clínico».
«Temos os profissionais certos, bons administradores hospitalares e dinheiro suficiente na Saúde. Temos de repensar os modelos e, no final do dia, articular o setor privado, público e PPP para termos os melhores resultados».
José Bento
Jornal Económico | 8 de maio de 2026
«Do ponto de vista de Portugal, em vez de ver os dois sistemas [público e privado] divergirem — sobretudo por razões de capacidade — seria extremamente positivo vê-los trabalhar em conjunto».
Andrew Lansley
CNN | 6 de maio de 2026
«A solução é transformar o SNS de serviço em sistema, mobilizando desde o primeiro momento toda a capacidade instalada, pública, privada ou social. Não em hierarquia. Em rede».
Rodrigo Saraiva
Expresso | 14 de maio de 2026
SAÚDE PRIVADA
«Não há nenhum país desenvolvido sem um setor da Saúde desenvolvido. Os hospitais privados representam um terço da atividade hospital do País. Estamos a investir, temos atividade em crescimento e os seguros de saúde também têm aumentado bastante em Portugal. [Seria fundamental um aumento de complementaridade], mas isso está nas mãos dos políticos. Estamos a inflacionar o custo da atividade porque não fazemos contas».
Oscar Gaspar
Jornal Económico | 5 de maio de 2026
«Hoje, a saúde dos portugueses depende muito dos grupos privados. Retiram pressão sobre o SNS, e servem milhões de portugueses. Os portugueses querem bons cuidados de saúde, se não for possível no SNS, que seja nos hospitais privados. O Governo sabe isso e valoriza a cooperação com os grupos privados de saúde, os quais também estão abertos para aprofundar essa colaboração, como aliás sempre estiveram».
João Marques de Almeida
Nascer do Sol | 22 de maio de 2026
«Os privados já hoje dão um contributo muito relevante. E dão um contributo muito relevante não tanto na perspetiva que as pessoas por vezes antecipam, que é o Estado contratualizar serviços com os privados. Também dão, mas numa escala menor. Mas dão um contributo muito importante para o sistema: tudo aquilo que é feito numa instituição privada adequadamente foi algo que, em muitos casos, deixou de ser feito no sistema público. Isso é um contributo para o sistema. Nós hoje temos cerca de 25% dos nascimentos em Portugal em maternidades privadas. É um enorme contributo para o sistema, essas crianças nasceriam em qualquer circunstância. A nossa atividade já hoje, com tudo aquilo que fazemos, o número de consultas, de cirurgias, de partos que hoje já concretizamos no setor privado, isso é, em si mesmo, um enorme contributo para o sistema de saúde. Como sociedade, os privados constituem hoje uma resposta muito relevante».
Rui Diniz
Antena 1 | 24 de maio de 2026
CONTRATUALIZAÇÃO
«Para mudar a Saúde não precisamos de ideologia, precisamos de capacidade de gestão e coragem de fazer o que é certo. E, sim, precisamos dos privados, enquadrados com contratos à prova de bala e sempre com o utente em primeiro lugar e o custo em segundo. Não aceitar isso é perpetuar o crime de haver dois tipos de cuidados de saúde em Portugal, o bom para quem tem dinheiro e o resto para quem não tem».
João Vieira Pereira
Expresso | 7 de maio de 2026
«É preciso transparência, ‘libertação’ do registo clínico, uma lista única nacional, etc. Como é notório, o SIGIC tinha incentivos perversos e nos últimos três anos houve cada vez menos recurso aos protocolados. É absolutamente verdade que o que está em causa é o valor dos GDH (Grupos de Diagnóstico Homogéneos) e esse valor aplica-se quer no SNS quer com privados; a tabela é de 2017 e está desatualizada face à atual estrutura de custos, desde logo de pessoal, dos hospitais».
Oscar Gaspar
Expresso | 12 de maio de 2026
«Temos de aperfeiçoar o modelo de contratualização com setor privado, e até com o setor social, porque não basta enviarmos as pessoas para terem a sua consulta numa entidade privada. As pessoas querem é ter a sua consulta a tempo e horas e vão, desde que aceitem esse encaminhamento. Não basta fazer isso, outras coisas têm que funcionar. O registo clínico da pessoa tem que ir com ela, porque lhe pertence. O preço tem que estar adaptado. E não há atualizações desde há muitos anos. Neste momento, no âmbito do sistema de que falei, há uma portaria que tem que ver com a atualização de desses preços. Porque sem atualizarmos esses preços, acaba por haver alguma incapacidade por parte do próprio privado em receber estas pessoas. Tem que haver um equilíbrio. Nós já exigimos aos privados que façam pelo menos mais 15 a 20% daquilo que nós fazemos com o mesmo valor».
Ana Paula Martins
Antena 1 | 12 de maio de 2026
«O SNS pode e deve evoluir para um Sistema de Saúde que integre o Estado e as iniciativas privada e social. Estas iniciativas serão contratualizadas, e pagas pelo Estado, para prestar cuidados de saúde, em função dos resultados obtidos para a população, que continuará a ter acesso aos cuidados de saúde, prestados por todas as iniciativas (a pública – o SNS – a privada e social) de forma geral, universal e gratuita como hoje acontece no SNS».
Luís Filipe Pereira
Nascer do Sol | 22 de maio de 2026
TURISMO DE SAÚDE
«Se Portugal não tomar uma decisão consciente de transformar o turismo de saúde numa prioridade estratégica, com política pública, com investimento em marca e em infraestrutura digital, com uma parceria real entre setor privado e Estado, o momento vai passar. Não precisamos de ser os mais baratos. Precisamos de ser os melhores. E temos tudo para o ser».
Pedro Alvarez
Observador | 17 de maio de 2026
SEGUROS DE SAÚDE
«As conclusões do estudo apontam para a necessidade de “aprofundar a complementaridade entre o público e o privado, o que implica melhorar a integração dos sistemas, simplificar a experiência dos segurados e criar um enquadramento fiscal e regulatório mais equilibrado, garantindo maior equidade no acesso, nomeadamente para populações mais vulneráveis».
Hermano Rodrigues
ECO | 17 de maio de 2026
«As segundas coberturas estão a gerar uma poupança muito relevante para o SNS, próxima dos dois mil milhões de euros por ano, ao mesmo tempo que libertam capacidade no sistema público. Este duplo efeito, financeiro e operacional, evidencia a importância de políticas que valorizem a complementaridade entre os dois sistemas».
Rui Faustino
ECO | 17 de maio de 2026
«O aumento da procura por seguros de saúde reflete uma alteração nas expectativas dos cidadãos, que procuram previsibilidade no acesso, maior controlo sobre o percurso clínico e tempos de resposta compatíveis com as suas necessidades. [É] essencial um enquadramento de políticas públicas que reconheça o papel complementar dos seguros de saúde, promovendo condições equilibradas e contribuindo para a sustentabilidade global do sistema».
José Galamba de Oliveira
ECO | 17 de maio de 2026
«O que dizer aos contribuintes que pagam impostos para um orçamento de Estado financiador da obrigação constitucional de lhes assegurar cuidados de saúde?
Se quiserem ter cuidados de saúde adequados e atempados têm que fazer o sacrifício de pagar duas vezes por aquilo a que têm direito».
José Mendes de Almeida
Observador | 14 de maio de 2026
O FUTURO DA SAÚDE
«Por um lado, nós somos um dos países mais envelhecidos do mundo e um dos mais envelhecidos da Europa, a par com Espanha, se não me engano, e a Itália. Um dos mais envelhecidos é a Coreia do Sul, Japão e a China, que vai enfrentar um inverno demográfico dantesco. Saiu agora recentemente um estudo do prof. Pita Barros da Nova a dizer exatamente isto, ou seja, a carga de doença está a aumentar, não só em relação à carga de doença da população, e o nosso país está muito envelhecido, pessoas com mais de 65 anos. E por outro lado, os segmentos mais jovens também têm maior carga de doença. O sistema tem que se preparar para modelos assistenciais completamente diferentes, em que vamos precisar de determinadas especialidades de forma brutal, nomeadamente cuidados primários a atuar antes das urgências, a garantir a prevenção e a garantir que as pessoas não chegam a precisar. A sustentabilidade tem que vir daí, não pode ser só nós dizermos isto todos os dias, mas depois, na realidade, não é aí que estamos a pôr o dinheiro».
Isabel Vaz
Sic Notícias – Importa-se de repetir? | 20 de maio de 2026
«A sustentabilidade do sistema de saúde e dos hospitais vai depender sobretudo da questão dos recursos humanos (profissionais de saúde, precisam-se!) e da forma como a disponibilidade de dados impactar nas diferentes necessidades. Em outubro último, no Fórum Clínico promovido pela Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, diretores clínicos e coordenadores de enfermagem reconheceram unanimemente que, evoluindo para modelos mais preditivos, poderemos ter mais prevenção e menos episódios agudos, maior acompanhamento das situações de saúde e menos procedimentos administrativos, maior valorização dos ganhos em saúde e menor afã com atividade, com maior efetividade da inovação e multidisciplinaridade na ação».
Oscar Gaspar
Público | 26 de maio de 2026
PPP’S
«Estamos no país, de uma forma global, a caminhar para aprofundar a análise e a fundamentação jurídica que possa habilitar o nosso Serviço Nacional de Saúde a ter mais parcerias público-privadas. Onde se comprovar que a gestão neste modelo é mais eficaz, não hesitaremos em tomar a decisão».
Luís Montenegro
Lusa/Jornal de Notícias | 21 de maio de 2026
«A ideia crescente de que o Serviço Nacional de Saúde será tanto mais forte, quanto mais forte for a colaboração entre os setores público, privado e social, será um desafio de todos para os próximos anos. O Serviço Nacional de Saúde será tanto mais eficiente quanto mais se conseguir adaptar às novas realidades e criar novas sinergias com estes setores ou com todos os setores dentro do ecossistema».
«Temos de trabalhar mais enquanto sistema para evitar questões de monopólio. E temos sim, não há que ter medo da palavra, [que ter] uma competição regulada dentro do sistema de saúde».
Ana Paula Martins
CNN | 6 de maio de 2026
O traço humano da pandemia de COVID-19
Em oncologia, a organização conta tanto quanto a última droga
A sustentabilidade é possível em oncologia?
Hospitais privados elegeram novos órgãos sociais da APHP
Hospitais privados ibéricos debatem desafios comuns
Seguros de Saúde geram poupança anual de 2 biliões de euros ao SNS