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Newsletter da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada
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06/2026
Hospitais Privados
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Os hospitais privados de Portugal e de Espanha assinaram, a 18 de junho, a Declaração de Lisboa, um documento conjunto que identifica as principais prioridades para o futuro dos sistemas de saúde e defende uma visão assente na colaboração, inovação e sustentabili-dade.
Assinada no encerramento da 5.ª Cimeira Ibérica dos Hospitais Privados, organizada pela Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) e pela Alianza de la Sanidad Pri-vada Española (ASPE), a Declaração reafirma o compromisso do setor privado com a melho-ria do acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde e com o reforço da capacidade de respos-ta dos sistemas de saúde dos dois países.
No documento, os hospitais privados ibéricos destacam cinco áreas prioritárias de atuação: a criação de um enquadramento regulatório estável e previsível para o desenvolvimento do setor; a valorização dos profissionais de saúde; a aceleração da transformação digital e da inovação; o reforço da complementaridade entre os setores público e privado; e a promoção de condições equitativas no contexto das políticas europeias de saúde.
Os hospitais ibéricos alertam para desafios comuns que afetam os sistemas de saúde, entre os quais a escassez de profissionais, o envelhecimento da população, o aumento da procura de cuidados, a necessidade de modernização tecnológica e as exigências crescentes de sus-tentabilidade financeira.
A Declaração de Lisboa reconhece o papel essencial dos hospitais privados na prestação de cuidados, na inovação, na investigação e na modernização tecnológica, sublinhando a impor-tância de aproveitar plenamente todos os recursos disponíveis para responder aos desafios demográficos, tecnológicos e económicos que a Europa enfrenta.
Entre as prioridades identificadas está também a necessidade de desenvolver estratégias ambiciosas para atrair, formar, valorizar e reter profissionais de saúde, promovendo simul-taneamente melhores condições de trabalho, equipas multidisciplinares mais integradas e novas competências associadas à digitalização e à Inteligência Artificial.
No domínio tecnológico, os hospitais privados de Portugal e Espanha defendem a acele-ração da transformação digital, o desenvolvimento da interoperabilidade dos sistemas de informação, a proteção dos dados dos cidadãos e uma implementação responsável da tele-medicina e das novas soluções digitais em saúde.
A Declaração enfatiza ainda que o futuro dos sistemas de saúde exige uma complementa-ridade efetiva entre os setores público e privado, capaz de melhorar o acesso aos cuidados, reduzir tempos de espera e desenvolver respostas inovadoras em áreas como a prevenção, a saúde mental, a telessaúde e a hospitalização domiciliária.
Os signatários apelam igualmente às instituições europeias para que promovam condições regulatórias equilibradas, reconheçam o contributo de todos os prestadores de cuidados de saúde e assegurem o acesso não discriminatório aos programas europeus de financiamento, inovação e modernização.
“A saúde é um dos mais importantes ecossistemas económicos da Europa. Investir em saúde não é uma despesa, é um investimento em capital humano, crescimento económico e resi-liência social”, justificou o presidente da APHP, Oscar Gaspar.
O presidente da ASPE, José Manuel Baltar, afirmou, por sua vez, que “os grandes desafios sanitários já não conhecem fronteiras. Precisamos de respostas partilhadas para questões como a sustentabilidade dos sistemas, a escassez de profissionais ou a transformação tec-nológica”.
O Secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Catalão, também presente na sessão de abertura, considerou que «os sistemas de saúde devem ser entendidos como ecossiste-mas onde coexistem o setor público, privado e social, reforçando a necessidade de coopera-ção entre todos os agentes» e que, também por isso, “a sustentabilidade não pode ser ape-nas um chavão. É a condição para garantir que a universalidade do acesso aos cuidados de saúde continue a existir para as próximas gerações”.
Hospitais Privados de Portugal e Espanha assinam Declaração de Lisboa
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