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Newsletter da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada
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06/2026
Hospitais Privados
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A crescente adesão às segundas coberturas de saúde foi apontada como uma tendência estrutural em Portugal e Espanha durante o segundo painel da V Cimeira Ibérica de Hos-pitais Privados, dedicado ao papel dos seguros e planos de saúde na sustentabilidade dos sistemas nacionais.
Os responsáveis dos grupos HM Hospitals, Viamed Salud, Lusíadas Saúde e Trofa Saúde defenderam que estas soluções aliviam a pressão sobre os serviços públicos, melhoram o acesso aos cuidados e respondem às expectativas crescentes dos cidadãos quanto à rapidez, liberdade de escolha e qualidade assistencial.
Na dissertação de abertura do tema, Hermano Rodrigues, diretor da EY Portugal, já havia também mencionado que, em Portugal, «as segundas coberturas de saúde, nomeadamen-te os seguros de saúde, representam uma poupança anual próxima dos dois mil milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), através da redução da procura e da atividade assistencial. Apresentando um estudo desenvolvido pela EY sobre o impacto das segundas coberturas no sistema de saúde português, Hermano Rodrigues destacou o crescimento significativo dos seguros de saúde em Portugal, com o número de apólices a aumentar cerca de 25% entre 2019 e 2023, acompanhado por um aumento de cerca de 30% no número de pessoas seguras.
Ao longo do debate, os intervenientes sublinharam que o crescimento da procura resulta das dificuldades de financiamento dos sistemas públicos, do envelhecimento da população e da necessidade de maior acessibilidade aos cuidados. Contudo, alertaram que o atual mode-lo enfrenta novos desafios, como a possível estagnação do mercado segurador, o aumento dos custos operacionais, a escassez de profissionais de saúde e a necessidade de maior inte-gração entre hospitais, seguradoras e Estado. Entre as prioridades identificadas estiveram a digitalização dos processos, o reforço da prevenção, a utilização da inteligência artificial, incentivos fiscais para alargar o acesso às coberturas complementares e a criação de mode-los de financiamento capazes de garantir a sustentabilidade dos cuidados privados perante o envelhecimento da população.
«É possível criar modelos que antecipem necessidades e evitem sobrecustos muito significa-tivos» afirmou Hermano Rodrigues, defendendo uma articulação mais forte entre todos os agentes do sistema para garantir sustentabilidade e acesso aos cuidados.
Segundas coberturas em saúde ganham peso na sustentabilidade dos sistemas ibéricos
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