Hospitais privados com avaliação global superior aos hospitais públicos

Hospitais privados com avaliação global superior aos hospitais públicos

O inquérito à população “Saúde em dia 2.0”, realizado pelo Movimento Saúde Dia, concluiu que nove em cada 10 portugueses são favoráveis à criação de parcerias entre o SNS e os privados «para reencaminhar doentes nos casos em que o SNS não tem capacidade de resposta em tempo útil» e que os hospitais privados (59% considera-os bons ou muito bons) «recebem uma avaliação superior aos hospitais públicos, inclusive pelos utilizadores de hospitais públicos».

 

Hospitais Públicos versus Hospitais Privados – AVALIAÇÃO GLOBAL

«Este inquérito independente, dinamizado pela Ordem dos Médicos, pela associação dos administradores hospitalares e pela Roche, revela, uma vez mais, que, para os portugueses não é relevante para o seu acesso à saúde a natureza da propriedade ou da gestão da unidade hospitalar e que estes valorizam, cada vez mais, a natureza mista do sistema português de Saúde e a complementaridade entre serviços públicos e privados», comenta Oscar Gaspar, presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP).

Em 10 parâmetros de comparação, como o tempo de espera, a qualidade das instalações ou o acesso a tratamentos inovadores, os hospitais privados também «são vistos como melhores do que os públicos, em todos os aspetos». A discrepância é mais acentuada na avaliação dos tempos de espera (42% dos inquiridos considera que este é o principal problema do SNS) e mais atenuada na competência dos profissionais de saúde.

 

Áreas de comparação – MÉDIA

O estudo conclui ainda que 35% dos inquiridos consideram que a pandemia de COVID19 terá impacto nos serviços de Saúde ainda em 2022 e que 71% dos portugueses (quase 6 milhões) consideram que o valor atribuído à Saúde é insuficiente.

Estas são conclusões de um estudo realizado pela GFK Metris para o Movimento Saúde em Dia, constituído pela Ordem dos Médicos, pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares e pela Roche. Para este inquérito foram realizadas 1000 entrevistas, entre 20 de setembro e 6 de outubro de 2021, a cidadãos com idades superiores a 18 anos, residentes em Portugal Continental. Os resultados foram ponderados para o total da população (8.251.000).

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