APHP critica relatório sobre a Saúde na União Europeia

APHP critica relatório sobre a Saúde na União Europeia

Na sequência da apresentação, em dezembro de 2019, do Relatório “O Estado da Saúde na UE” e, mais especificamente o “Perfil de Saúde em Portugal”, a APHP endereçou uma carta à Representação da Comissão Europeia em Portugal para criticar a análise realizada, que em seu entender é, «de modo injustificado, realizada quase exclusivamente sobre a componente pública dos sistemas de saúde, num contexto em que, em toda a Europa, se constata o contributo crescente da hospitalização privada para a saúde pública».

Na missiva, a APHP começa por saudar a sessão organizada para apresentar este estudo em Portugal e também para relevar a importância e a pertinência de que estes elementos se revestem para os decisores de política de saúde, para os stakeholders do setor e também para todos os cidadãos. Para a APHP, a publicação anual deste Relatório é um momento importante para aferir da situação dos sistemas de saúde na Europa, mas tendo em consideração essa mesma relevância, tomou a liberdade de recomendar que, no futuro, este tipo de publicação não discrimine a hospitalização privada, «que tem vindo a ganhar a confiar dos cidadãos, está a investir e a diferenciar-se e, como tal, assume-se como um parceiro de referência do sistema de saúde».

A APHP fez questão de realçar que, no que a Portugal diz respeito, «a realidade é a de um sistema hospitalar misto, no qual, à data de 2017, existem 114 hospitais privados (mais de metade das unidades hospitalares em Portugal), responsáveis por cerca de 7 milhões de consultas externas, mais de 1,2 milhões de episódios de urgência e mais de 250 mil grandes e médias cirurgias».

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